PARTICIPAÇÃO DE ELEITORES COM 16 E 17 ANOS SERÁ RECORDE EM 2014
As eleições
de 2014 baterão o recorde em número de jovens aptos a votar. Somente no grupo
dos eleitores com idade entre 16 e 17 anos, há um salto de 1,8 milhão em 2010
para 2,3 milhões este ano, de acordo com dados consolidados em fevereiro pelo
Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Um aumento
mais discreto também é observado na faixa etária de 18 a 24 anos. Esse
contingente expressivo ajuda a explicar os altos e recorrentes percentuais de
votos brancos e nulos registrados nas pesquisas de intenção de voto. Os números
são maiores que os de eleições anteriores, mas nulos, brancos e abstenções
estão longe de serem estranhos na política brasileira: em 2010, as três
variáveis superaram o número de votos recebidos pelo segundo colocado na
disputa presidencial daquele ano, José Serra (PSDB).
Pesquisa do
Ibope, divulgada na última quinta-feira, mostra que a soma de brancos e nulos,
no cenário eleitoral mais provável, com Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB)
e Eduardo Campos (PSB) na disputa, atingiu um índice de 24%. O percentual é o
mesmo, por exemplo, do somatório das intenções de voto de todos os adversários
da presidente Dilma, incluindo os nanicos Pastor Everaldo (PSC), Denise Abreu
(PEN), Randolfe Rodrigues (PSol) e Eduardo Jorge (PV). O índice de indecisos
varia entre 12% e 13%. É justamente esta fatia do eleitorado que pode mudar a
eleição.
Em uma
pesquisa anterior do mesmo instituto, publicada em novembro do ano
passado, o percentual de brancos e nulos variava entre 17% e 31%, de acordo com
os diferentes cenários políticos apresentados aos eleitores. Aos 18 anos, o
estudante secundarista Cláudio Túlio Soares Martins votará para presidente da
República pela primeira vez em outubro. Até agora, entretanto, nenhum dos
quatro principais pré-candidatos ao cargo conquistou o voto do jovem morador de
Samambaia. “Até agora, meu voto é nulo. E o da maioria das pessoas que convive
comigo também”, apressou-se em dizer. Participante das manifestações de junho
passado e também dos “rolezinhos” ocorridos em centros comerciais da cidade,
Cláudio dá rosto ao grupo que embaralha os cálculos eleitorais de especialistas
e lideranças.
Sem muita
convicção, diz-se mais próximo da esquerda política que do que da direita, e
expressa uma descrença profunda nas instituições e nos políticos em geral.
“Acho que isso (o voto nulo) é mais por causa do retorno que os políticos dão
para as pessoas. Minha escola, por exemplo, ficou uma semana fechada por causa
de um problema na instalação elétrica. E só voltou porque os pais e professores fizeram
vaquinha para pagar”, exemplifica. “Enquanto isso, os políticos gastam milhões
com estádio e com Copa do Mundo. Não dá pra levar fé nos caras”, arremata.
Fonte: Correio Braziliense
Fonte: Correio Braziliense



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