PREFEITOS DO PIAUÍ AMEAÇAM PARAR PROGRAMAS FEDERAIS
O presidente
da Associação Piauiense de Municípios (APPM), Arinaldo Leal, afirmou que se a
Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não for alterada, cerca de 40% dos
municípios do Piauí terão que dissolver programas federais para se manter
dentro da lei. Ele informou que tal medida será necessária, pois os gestores do
Piauí não estão cumprindo a LRF há algum tempo.
No próximo
mês, no dia 12 de maio, os prefeitos de todo o país vão participar de um evento
que acontece em Brasília e na ocasião, os piauienses vão entregar a Câmara
Federal e ao Senado um documento pedindo alterações na legislação. A lei
determina que as prefeituras só podem gastar 54% de seus recursos com o
pagamento de funcionários, sendo que os outros 46% deveriam ser gastos com
melhoramentos na administração, como estrutura física e cursos para os
profissionais.
Porém, o
presidente da APPM e prefeito do município de Vila Nova do Piauí, Arinaldo
Leal, já havia alertado que é quase impossível cumprir a lei. Ele informou que
o problema é com relação aos programas do Governo Federal, onde cerca de 80,
dos 224 municípios do Piauí, não estão conseguindo cumprir com a determinação.
“Queremos a
mudança só no âmbito dos programas Federais, porque, neste caso, a prefeitura
só é o administrador. Vamos lutar para que a lei seja alterada, caso isso não
ocorra os prefeitos precisam tomar uma decisão”, disse o prefeito. Ele
esclarece ainda que os prefeitos estão encontrando dificuldades por que os
recursos estão servindo para cobrir somente o pagamento dos servidores e que
caso não haja alteração, uma medida emergencial precisa ser tomada.
“Não
queremos que os programas sejam dissolvidos, mas se não tiver outra medida é
isso que terá que ser feito. Pois a maioria dos gestores que está com este
problema já demitiu os que ocupavam cargos comissionados e a única solução
seria essa, de encerrar o programa para que ele não sofra punições mais
rigorosas depois”, alertou o presidente da APPM.
O procurador
Geral da APPM, João Deusdeth de Carvalho, já havia alertado que o não
cumprimento da lei leva os gestores a reprovação das contas e tal fato pode
gerar problemas futuros para os prefeitos com a inelegibilidade. Pensando
nisso, a APPM está buscando alterar a lei. “Quando eles querem (deputados e
senadores), eles conseguem. Não precisa alterar a lei, mas criar uma medida que
mude a Lei de Responsabilidade Fiscal quanto aos programas federais”, disse.
Fonte: Diário do Povo
Fonte: Diário do Povo




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