VACINA DA DENGUE ENTRA NA FASE FINAL DE TESTES E COMEÇA A SER APLICADA EM VOLUNTÁRIOS.
Inscrições ainda estão abertas; serão imunizados 700 gaúchos
em Porto Alegre e Pelotas.
Os primeiros voluntários dos testes da vacina contra a dengue já
foram imunizados em Porto
Alegre. A fase final do desenvolvimento começou na sexta-feira (4), no
Centro de Pesquisa Clínica do Hospital São Lucas da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Os estudos são
conduzidos em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo e a Universidade
Federal de Pelotas (UFPel), entre outras instituições. A expectativa é que
700 voluntários sejam imunizados no Rio Grande do Sul — 350 em Porto Alegre e
350 em Pelotas.
A vacina foi desenvolvida a partir do vírus da dengue
enfraquecido. O estudo com voluntários será do tipo duplo-cego randomizado, ou
seja, parte recebe a vacina e outra parte recebe um placebo. Os participantes
só saberão em qual grupo foram inseridos após a conclusão da análise dos dados,
ao fim do estudo.
Os participantes serão acompanhados por 52 semanas após a
aplicação e análises serão feitas periodicamente. As aplicações seguem até
janeiro do próximo ano, quando termina a fase de testes da vacinação. A
expectativa é de que a vacina entre o calendário do Sistema Único
de Saúde (SUS) em 2024.
O recrutamento
de voluntários começou em junho, mas ainda é possível participar. A
inscrição é feita via formulário online e dura cerca de quatro minutos. O
voluntário precisa ter entre 18 e 59 anos, não ter tido contato com o vírus da
dengue, ser saudável e não possuir doença crônica mal controlada. Eventuais
dúvidas podem ser esclarecidas com o Centro de Pesquisas Clínicas do HSL nos
telefones (51) 3320-3260 ou (51) 3320-5610, em horário comercial.
TESTES EM PELOTAS
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) também está com
inscrições abertas para voluntários nos testes da vacina contra a dengue. Os
critérios para seleção são os mesmos e as inscrições também são feitas por
um formulário online. Em Pelotas, os estudos acontecem no
Hospital Escola da UFPel.
A instituição ressalta que, nas fases anteriores do estudo, a
vacina gerou anticorpos em 100% das pessoas que já tiveram contato com a doença
e 90% dos que nunca foram infectados. Uma única dose da vacina protege contra
os quatro subtipos. Os estudos já identificaram que o imunizante é seguro e não
causa efeitos adversos considerados graves.
GHZ


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