DEPUTADO, IDENTIFICA CAUSAS PARA ESVAZIAMENTO EM ATO BOLSONARISTA.

 Crise, férias e Flamengo 

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), se manifestou nesta segunda-feira (30/06) sobre a reduzida presença de público no ato promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado no domingo (29/06), na Avenida Paulista, em São Paulo.

Com estimativa da Polícia Militar de aproximadamente 12,4 mil pessoas, a mobilização foi significativamente menor do que o ato anterior, realizado em fevereiro de 2024, que reuniu cerca de 185 mil manifestantes no mesmo local.

Foto: Marina Ramos/Agência Câmara
Sóstenes Cavalcante

Segundo Cavalcante, a queda na participação não representa enfraquecimento do apoio à direita, mas seria consequência de uma combinação de elementos externos que dificultaram a adesão de apoiadores.

🔍 Três fatores apontados por Sóstenes Cavalcante:

1. Impacto econômico:
O evento ocorreu no penúltimo dia do mês, período tradicionalmente marcado por limitações financeiras nas famílias brasileiras, o que teria reduzido a capacidade de deslocamento de apoiadores vindos de outras regiões.

2. Conflito com a final da Copa do Mundo de Clubes:
A realização simultânea da final entre Flamengo e Bayern de Munique, transmitida ao vivo no mesmo horário do protesto, teria desviado a atenção de parte do público, especialmente no Rio de Janeiro e em estados com forte torcida rubro-negra.

3. Início do recesso escolar:
Com o início das férias em várias redes de ensino, muitas famílias optaram por viajar ou permanecer em casa, o que também teria contribuído para a menor presença na manifestação.

Apesar da avaliação crítica sobre o número de presentes, o deputado minimizou a repercussão negativa nas redes sociais e na imprensa. Segundo ele, a mobilização ainda reflete um “apoio expressivo” ao ex-presidente Bolsonaro, e afirmou que a esquerda não conseguiria mobilizar nem “um terço” do público presente no último domingo.

“É preciso considerar o contexto. Ninguém pode ignorar fatores como economia doméstica, calendário escolar e até o futebol. Mesmo assim, reunimos milhares de pessoas. Nenhuma liderança de esquerda conseguiria fazer o mesmo”, declarou Cavalcante.

Mobilização e discurso sob revisão

A manifestação teve como foco o apoio político a Bolsonaro e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas também buscou reforçar a unidade da base bolsonarista em meio ao avanço de inquéritos e ações judiciais envolvendo o ex-presidente e aliados.

Internamente, lideranças do PL admitem que o modelo de atos de rua está sendo reavaliado como ferramenta de mobilização. O desafio, segundo fontes do partido, é manter o engajamento da base em um cenário de desgaste, limitações econômicas e concorrência midiática.

180GRAUS

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