NEON 2025 | STARTUPS DO NORDESTE SE DESTACAM COM SOLUÇÕES CRIATIVAS E INOVADORAS.


O NEON 2025, maior evento de inovação e empreendedorismo do Nordeste, transforma Teresina em vitrine para startups que desenvolvem soluções criativas e tecnológicas para os desafios do dia a dia. Durante os dois dias de programação, mais de 200 empresas de toda a região apresentam produtos e serviços que vão desde beleza e educação até sustentabilidade e inclusão, mostrando como a inovação pode ser aplicada na prática para melhorar a vida das pessoas.

Uma dessas inovações foi apresentada pela Exhibida Beauty, marca genuinamente piauiense que aposta na beleza inteligente, desenvolvendo produtos multifuncionais que unem maquiagem e cuidados com a pele, ideais para mulheres ocupadas. Com foco nas necessidades da mulher teresinense, a marca conta com produtos resistentes ao calor e à oleosidade, oferecendo soluções como pó compacto com efeito antibrilho, fator de proteção solar e ativos de skincare.

“Decidi desenvolver um produto para a mulher ocupada, porque sou uma mulher ocupada. Sou mãe preta de duas meninas autistas, então, entre trabalho e cuidar das crianças, conversar com amigas que fazem 30 etapas de skincare não era viável. Então, por que não fazer uma linha que une maquiagem e skincare? Ela não vai estragar a pele, vai até melhorar com o uso contínuo e vai conseguir atender todas as mulheres teresinenses”, conta Alexia Luz, CEO da marca.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Já o cearense Geazi Massena levou para o evento a startup Educação, Valorização e Apoio (EVA). A iniciativa nasceu durante um projeto universitário, ao detectar que as escolas públicas de Juazeiro do Norte contavam com mais de 60 alunos, com idades entre 6 e 14 anos, mas possuíam apenas duas brailistas e nenhum material adaptado para esse público. Por conta disso, o empreendedor apostou na confecção de kits pedagógicos acessíveis para estudantes com deficiência visual, utilizando garrafas PET recicladas e impressão 3D.

"Temos régua adaptada 100% para o braile, temos apoio para lápis de cor em braile para auxiliar nas aulas de arte e pintura. Cada cor tem um apoio diferente com o nome da cor em braile, para que a criança possa se guiar e desenhar com autonomia. Essa é uma realidade muito presente nas escolas brasileiras, mas as pessoas não têm noção da gravidade disso e de como as pessoas com deficiência visual ficam desamparadas nesse contexto”, pontuou Massena.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Por sua vez, a startup pernambucana “Ih, Alagou” desenvolve soluções tecnológicas para monitoramento e alerta de alagamentos em áreas urbanas. A empresa utiliza dispositivos de baixo custo e alta durabilidade, com eletrônica embarcada, para medir os níveis de rios e alagamentos e enviar dados em tempo real para um banco de dados. Essas informações são disponibilizadas para agentes interessados, como a Defesa Civil e moradores de áreas de risco, permitindo alertas automáticos e ações preventivas. CEO da empresa, Lucas Leônidas conta que esse é um problema que afetou diretamente uma das sócias da startup e impacta a vida de muitas pessoas em todo o país.

“Durante o inverno, ela perdeu o marido. Não pôde viver o luto porque estava preocupada com quem ia subir os móveis da casa dela, porque essa é uma realidade que nos afeta diretamente. Quando chove, as aulas são canceladas, ficamos preocupados se as pessoas que amamos vão conseguir chegar bem em casa. Se estou na rua, fico aflito se conseguirei voltar com segurança, porque é uma situação crítica de alagamento e muitas pessoas precisam sair de suas casas. Isso afeta muito a nossa realidade”, destacou o empresário.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

No âmbito corporativo, a EDscaper une tecnologias exponenciais e realidade virtual com jogos sérios para aprimorar o treinamento de servidores públicos, oferecendo uma experiência imersiva que acelera a aprendizagem, aumenta o engajamento e melhora a retenção do conhecimento. Servidor público, o CEO da startup do Rio Grande do Norte, Ernane Bastos, explica que a ideia para a empresa surgiu ao participar de um treinamento pouco atrativo.

“Achei o treinamento chato e tivemos a ideia de gamificar. Depois veio a ideia de transformar isso em um jogo, utilizando jogos sérios. Meu sócio tem doutorado em Tecnologias Educacionais e desenvolvemos nossa metodologia. Pegamos o tema inovação, por exemplo, e transformamos em um jogo em realidade virtual integrado com o Escape 1. Assim, consigo integrar times, realidade virtual, mundo virtual e mundo físico com o Escape 1, trabalhando colaborativamente para desvendar os mistérios e fixar o conteúdo”, explicou o empresário potiguar.









 

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

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