PESQUISA DATAFOLHA | MAIORIA DOS BRASILIEIROS APROVAM BOLSONARO COM TORNOZELEIRA.

Por SBT News

O Datafolha divulgou, nesta sexta-feira (1º), os resultados de uma pesquisa que aponta que a maioria dos brasileiros aprova as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, 55% também acreditam que o ex-presidente pretendia sair do Brasil antes de ser julgado.

Entre os que concordam com as decisões cautelares do ministro Alexandre de Moraes, 44% dizem fazê-lo totalmente. Entre os 41% que discordam, 32% são convictos. Já 3% não opinaram e 1% são indiferentes.

Enquanto 55% afirmam acreditar que o ex-presidente tinha intenção de sair do país, a pesquisa indica que outros 36% disseram o contrário e 10% não souberam responder.

Bolsonaro se tornou réu no processo que investiga a tentativa de golpe para permanecer no poder, após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. O julgamento está previsto para acontecer em setembro.

O ministro Alexandre de Moraes ordenou que ele use uma tornozeleira eletrônica e impôs medidas restritivas, como a proibição de sair de casa durante a noite e aos fins de semana.

Mais detalhes da pesquisa
A pesquisa foi realizada entre terça-feira (29) e quarta-feira (30), com 2.004 pessoas com mais de 16 anos, em 130 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

O apoio ao uso da tornozeleira eletrônica e às demais restrições é mais elevado entre pessoas com menor nível de escolaridade, alcançando 59%, em comparação aos 51% entre aqueles com ensino superior.

O levantamento também revela que os evangélicos são mais críticos em relação às medidas: apenas 40% apoiam, enquanto 56% desaprovam. Entre os homens, a taxa de discordância é maior (44%) do que entre as mulheres (38%). Já no recorte regional, o Nordeste se destaca como a área com maior apoio às restrições, com 63% de aprovação.

A aprovação também é mais alta entre quem recebe até dois salários mínimos (57%). Já entre os integrantes da classe média baixa, o índice de apoio cai para 44%.

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