SENADOR CIRO NOGUEIRA, DISSE QUE SENADO NÃO TEM VOTOS PARA IMPEACHMENT DE MORAES.
Durante entrevista
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro e presidente do Progressistas, afirmou nesta quarta-feira (06/08) que não pretende assinar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar avaliou que a iniciativa não tem chance de prosperar no Congresso Nacional.
Com informações do Metrópoles.
Segundo Ciro, são necessários 54 votos favoráveis para que um ministro do STF perca o cargo, número que considera impossível de alcançar na atual composição do Senado. “Não assinei e não vou assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre. Porque é uma pauta impossível. Nós não temos 54 senadores para aprovar”, disse, em entrevista ao Contexto Metrópoles.
O presidente do PP também destacou que, mesmo que a oposição alcance o número de assinaturas divulgado nas redes sociais — próximo de 41 —, a decisão de pautar o pedido cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Você pode chegar com 80 assinaturas, que não abre. É um poder do presidente do Senado. Então essa pauta, eu não vou perder tempo com ela”, declarou.

Ciro Nogueira argumentou que atua apenas em pautas consideradas viáveis e relembrou sua participação no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que contou com amplo apoio político na época. “Eu fui uma das pessoas responsáveis no impeachment da presidente Dilma, quando eu levei o Progressistas e os partidos de centro para […] vencer, quando nós tínhamos condição de vencer”, afirmou.
Atualmente, integrantes da oposição têm se mobilizado nas redes sociais para demonstrar apoio à proposta de impeachment de Alexandre de Moraes, alegando que estão próximos de atingir o número mínimo de assinaturas para protocolar o pedido. No entanto, além da maioria simples para abertura do processo, o afastamento de um ministro do STF depende do quórum qualificado de 54 senadores.
Para Ciro, insistir na iniciativa representa perda de tempo político. O senador reforçou que prefere concentrar esforços em pautas que tenham chance de avançar no Legislativo, classificando o pedido de impeachment como “impossível” nas atuais circunstâncias.


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