GRUPO DE MULHERES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO CELEBRA SUPERAÇÃO NO CARNAVAL.


Por Rayane Venancio

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Pela primeira vez, o grupo Constelação das Divas, formado por mulheres que enfrentam tratamento oncológico, participou do tradicional bloco de Carnaval teresinense Vaca Atolada, nesta segunda-feira (16), em Teresina.

Cerca de 20 integrantes estiveram presentes, levando mensagens de superação, autoestima e alegria em meio à folia.

Criado há quase 10 anos, o grupo é uma rede de apoio emocional voltada para mulheres com câncer e atualmente reúne cerca de 80 participantes.

A professora e uma das coordenadoras, Vanessa Alves, destacou a importância do momento para quem enfrenta uma doença crônica.

“Pela primeira vez, o grupo Constelação das Divas participa de um bloco de Carnaval em Teresina. Escolher o Vaca Atolada, estar aqui no Vaca Atolada, para a gente é muito importante, porque percebemos que ainda é um Carnaval que resgata aqueles carnavais antigos, aquela alegria genuína de desfilar, de usar fantasia. E isso, para quem está atravessando um tratamento, para quem passa pelas adversidades, que são muito comuns para quem está enfrentando uma doença crônica, como o câncer, é muito importante, porque realmente tira o foco e traz um pouco de alegria, resgata memórias afetivas do passado”, afirmou.

Segundo Vanessa, o grupo trabalha a chamada “cura coletiva e emocional”, promovendo atividades, informação e troca de vivências entre as participantes. Apesar de já realizarem ações durante o período carnavalesco, como um bloquinho próprio que costuma desfilar na região do Mafuá e visitas a clínicas e hospitais, esta foi a primeira vez que as integrantes participaram oficialmente de um bloco tradicional da capital durante o Carnaval.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

A fisioterapeuta e terapeuta, Ana Célia Faustino, que é voluntária do grupo, também celebrou a experiência. Ela contou que sempre acompanhou o bloco pelas redes sociais e pela televisão, mas que este foi o primeiro ano participando presencialmente.

“Este é o primeiro ano em que estamos participando. A gente realmente precisa estar em meio à alegria, porque a alegria ajuda na autoestima e faz com que, naquele momento, possamos esquecer os desafios do dia a dia. Com chuva ou sem chuva, a gente tem que estar no Vaca Atolada”, disse.

Ana Célia ressaltou ainda que, embora não esteja em tratamento, atua como voluntária com dedicação. “Sou voluntária deste grupo com muito amor”, completou.

Entre fantasias, sorrisos e muita animação, as integrantes mostraram que o enfrentamento do câncer não as impede de viver momentos de celebração. No meio da multidão, elas reforçaram que o Carnaval também pode ser espaço de acolhhimento, fortalecimento emocional e resgate da alegria.

 CidadeVerde.com

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