SECA NO PIAUÍ | 125 MUNICÍPIOS DECRETAM EMERGÊNCIA MESMO COM R$ 300 MILHÕES EM OBRAS.

Investimentos ocorreram nos últimos três anos; em 2025, mais da metade das cidades enfrentou estiagem e municípios tiveram Bolsa Família antecipado para reduzir impactos.

Somente em 2025, o Piauí teve cerca de 125 municípios em situação de emergência por causa da seca, afetando principalmente cidades do semiárido com dificuldades no acesso à água. Em janeiro de 2026, o estado ainda ocupou a terceira posição no Nordeste em registros de focos de calor, evidenciando um cenário de chuvas irregulares. Paralelamente a esse cenário, o Governo do Piauí informou que investiu cerca de R$ 300 milhões nos últimos três anos em obras voltadas ao setor hídrico em todo o estado.
SECOM PIEm meio a R$ 300 milhões em investimentos, o Piauí registrou 125 municípios em situação de emergência pela seca em 2025.

Os números foram divulgados neste domingo (15) pelo Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi). Em meio à quantidade de municípios afetados pela seca, o que representa mais da metade das cidades do estado, os investimentos foram aplicados para ampliar o acesso à água e melhorar sistemas já existentes de abastecimento.

Na última semana, o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social e Combate à Fome (MDS) antecipou o pagamento do Bolsa Família para beneficiários de Rio Grande do Piauí e Santo Inácio do Piauí, em razão das dificuldades enfrentadas pelos moradores com os efeitos da estiagem, já que as duas cidades estão em situação de emergência.

Segundo o diretor-geral do Idepi, Felipe Eulálio, as ações para a segurança hídrica no estado estão entre as prioridades da gestão e têm como foco o enfrentamento aos efeitos da seca.

“O governador sempre nos cobra muito a execução das obras para mitigar o problema da seca. Já investimos mais de R$ 300 milhões, entre recursos do Governo do Estado e recursos federais. Com obras de todos os portes, estamos trabalhando de Norte a Sul do Piauí, garantindo segurança hídrica e mais qualidade de vida para a nossa população”, declarou o gestor.
As informações divulgadas pelo Idepi apontam que foram concluídos cerca de 219 novos sistemas de abastecimento de água e poços, além de 1.300 cisternas, que devem reduzir os impactos para as famílias no período de estiagem.
Divulgação/Governo anunciou que foram construídas 1.300 cisternas.

Os dados indicam ainda que mais de 70 estruturas na área de barragens receberam melhorias, como limpeza, reforma, recuperação, construção e elaboração de projetos. Os investimentos também incluem a construção de oito adutoras.

De acordo com o Idepi, com a conclusão da adutora Padre Lira, em Dom Inocêncio, há a previsão da implantação de outras três obras em Capitão Gervásio e São Lourenço, que serão licitadas nos próximos dias, e Serra da Capivara, que aguarda aprovação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para abertura do processo licitatório.

Divulgação/SedecMunicípios piauienses tiveram intensificados ações de carros-pipa.

Segundo o governo, também estão sendo construídas duas novas barragens, as de Atalaia e Nova Algodões, que contam ainda com um Plano de Segurança de Barragens das estruturas de Algodões II e Piracuruca. A primeira barragem de Algodões, no município de Cocal, sofreu um rompimento em 2009, com vítimas fatais e diversos desabrigados. Em 2017, o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) homologou uma indenização de R$ 60 milhões para as vítimas.

As ações são esperadas para municípios que têm enfrentado dificuldades com os longos períodos de estiagem. De acordo com as previsões para o período chuvoso no estado, a sala de monitoramento do clima da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) apontava irregularidades no território, com regiões registrando precipitações abaixo da média em parte do Piauí.

O DIA.COM - TERESINA

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