DERRUBADA DE VETO PODE BENEFICIAR MUNICÍPIOS DO PIAUÍ.


Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Fonte: Agência Senado

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A derrubada de vetos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 pelo Congresso Nacional pode impactar diretamente mais de 220 municípios piauienses com menos de 65 mil habitantes. A medida permite que cidades inadimplentes voltem a firmar convênios e receber recursos federais, mesmo com pendências fiscais registradas no Cadastro Único de Convênios (CAUC), sistema do Tesouro Nacional que monitora a situação fiscal e administrativa de estados e municípios.

A decisão foi tomada durante sessão conjunta do Congresso Nacional e atende a uma reivindicação apresentada por prefeitos de todo o país durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Segundo a Confederação Nacional de Municíios (CNM), cerca de 3,1 mil cidades brasileiras devem ser beneficiadas com a retomada do acesso a transferências voluntárias da União, programas federais e emendas parlamentares.

No Piauí, onde a maioria dos 224 municípios possui população abaixo do limite de 65 mil habitantes, a medida deve ampliar a capacidade das prefeituras de acessar recursos para obras, saúde, educação, infraestrutura e assistência social, especialmente em um momento de dificuldades fiscais enfrentadas pelas gestões municipais.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a derrubada do veto era necessária diante da crise financeira enfrentada pelos pequenos municípios brasileiros.

“É do conhecimento de todos o atual quadro de desafios orçamentários e fiscais que as prefeituras por todo o país têm enfrentado para implementar políticas públicas. E, por isso, neste cenário, esta deliberação é de extrema importância para que os pequenos municípios brasileiros possam ter acesso aos convênios”, afirmou.

A flexibilização beneficia municípios inadimplentes no CAUC, permitindo que continuem recebendo transferências e firmando convênios com o governo federal. O sistema reúne informações sobre regularidade previdenciária, fiscal e administrativa das prefeituras e costuma impedir o acesso a recursos federais quando há pendências.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que a medida evita prejuízos à continuidade de serviços públicos essenciais.

“Em um cenário de severa escassez de recursos e das restrições impostas pelo calendário eleitoral, nós alertamos os parlamentares sobre os impactos da inadimplência sobre a continuidade de políticas públicas essenciais”, declarou.

Além da liberação para convênios, o Congresso também restaurou dispositivos que autorizam doações de bens e recursos durante o período eleitoral, desde que haja contrapartida ou condição definida pelo doador. Outro ponto retomado pela LDO autoriza a União a destinar recursos para obras e manutenção de rodovias estaduais, municipais e da malha hidroviária.

O governo federal havia vetado os dispositivos sob argumento de que a flexibilização poderia contrariar a Lei de Responsabilidade Fiscal e a legislação eleitoral. Mesmo assim, deputados e senadores mantiveram o entendimento de que a situação financeira das prefeituras exige medidas emergenciais para garantir a continuidade de investimentos e serviços públicos.

 CidadeVerde.com

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