MPPI, RECOMENDA IMPLANTAÇÃO DE PONTO ELETRÔNICO PARA SERVIDORES DE MUNCÍPIO DO PIAUÍ.
Câmara controla frequência manualmente e Prefeitura não apresentou informações ao Ministério Público.
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) recomendou à Prefeitura e à Câmara Municipal de Boqueirão do Piauí a adoção de medidas para implantar, regularizar e aperfeiçoar o controle de jornada e frequência dos servidores públicos municipais.
Freepik - MPPI recomenda implantação de ponto eletrônico para servidores em município do PiauíA recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça Vinícius Nunes de Paula, da Promotoria de Justiça de Capitão de Campos, no âmbito do Procedimento Administrativo nº 09/2026, instaurado para acompanhar e fiscalizar o controle de frequência dos servidores dos Poderes Executivo e Legislativo do município.
Na recomendação, o MPPI estabeleceu prazo de 90 dias para que a Prefeitura e a Câmara implantem ou adequem um sistema eletrônico de controle de frequência que seja seguro, individualizado e passível de auditoria. A orientação é que o mecanismo utilize, preferencialmente, identificação biométrica, digital ou facial.
O sistema deverá permitir a emissão de relatórios individualizados com os horários de entrada, saída e intervalos dos servidores. Também deverá possibilitar o cruzamento periódico dos registros de frequência com a folha de pagamento.
O Ministério Público recomendou ainda que, em até 45 dias, os dois Poderes editem regulamentação interna sobre o controle de frequência. O documento deverá estabelecer as jornadas de trabalho, regras para registro de ponto, situações excepcionais em que poderá ser utilizado outro tipo de controle, responsabilidades dos servidores encarregados da fiscalização e medidas aplicáveis em casos de fraude, adulteração ou ausência injustificada.
Prefeitura e Câmara também deverão designar, no prazo de 30 dias, um servidor ou unidade responsável pela gestão e fiscalização do sistema de frequência.
A recomendação prevê ainda o cruzamento periódico de informações entre os registros de frequência, a folha de pagamento e os vínculos funcionais. O MPPI orientou que esse procedimento seja integrado às atividades dos órgãos de Controle Interno dos dois Poderes.
Como medida imediata, o Ministério Público determinou que, em até 15 dias, as chefias e os setores responsáveis pelo pessoal sejam orientados a não aceitar registros artificialmente uniformes de frequência, conhecidos como “ponto britânico”.
Até que o sistema eletrônico seja implantado, deverão ser adotados mecanismos reforçados de conferência dos registros de jornada.
O MPPI advertiu que o descumprimento injustificado da recomendação poderá resultar na adoção das medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis, conforme os fatos que forem apurados.
Irregularidades apontadas e manifestações dos órgãos
Durante a apuração, a Câmara Municipal informou que atualmente utiliza folhas manuais de frequência e a supervisão das chefias imediatas para controlar a assiduidade e a pontualidade dos servidores. Segundo o Legislativo, não há sistema eletrônico, biométrico ou informatizado de registro de ponto.
A Prefeitura de Boqueirão do Piauí, por sua vez, não apresentou resposta às solicitações feitas pelo Ministério Público, mesmo após a reiteração das requisições.
Com informações do MPPI


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