PROJETO PEDAGÓGICO EM SAÚDE MENTAL DE ESTUDANTES DEVE SER PRIORIDADE NAS ESCOLAS.

Por Cidadeverde.com

A pressão por alto desempenho na escola acende um alerta para a necessidade de os pais acompanharem de perto a saúde mental dos filhos. A rotina dos estudantes envolve cobranças, provas, vestibulares e outras exigências que podem afetar o bem-estar emocional.

Uma pesquisa do Instituto Ayrton Senna revelou que 79% dos estudantes brasileiros no final do ensino médio apresentam sintomas de depressão ou ansiedade. O levantamento aponta ainda que 20,4% se sentem bastante ou totalmente infelizes.

Nesse cenário, o acompanhamento escolar e o suporte emocional podem ajudar os estudantes a enfrentar as cobranças dessa etapa da vida.

“Quando chega na escola, chega um aluno e uma pessoa. O aluno com seus anseios de aprendizagem, desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento acadêmico, em busca do seu rendimento. Aqui o aluno passa pelas suas aulas e projetos educacionais. Nós temos nossa psicologia, que chamamos de SOI, temos a sala AEE, onde ele vai desenvolver o cognitivo dele. Nós temos a orientação de vida escolar. A nossa orientadora que acompanha o dia a dia dele. Nas nossas aulas, na grade dos alunos, nós temos o projeto Conviver, onde um dia da semana, em uma aula, tem todo o momento de sociabilidade, onde a gente vai trabalhar foco, resiliência, empatia e gratidão. Além disso, nós também temos a espiritualidade. Nós temos o viver fraterno, onde a gente trabalha essa questão do equilíbrio emocional. Ou seja, é todo um núcleo de agentes, de coordenações, que em conjunto desenvolve nesse aluno esse trato emocional dele”, explicou Marcelo Lima, diretor do CEV Frei Serafim.

Para estudantes que participam de olimpíadas de conhecimento, o acompanhamento também é considerado importante para conciliar a preparação com o bem-estar emocional e alcançar os objetivos acadêmicos.

“A gente faz um acompanhamento muito intenso com eles, justamente para entender como é que está o psicológico, o emocional. E é claro, ofertar tudo o que for necessário para eles conseguirem atingir o objetivo deles. São alunos que gostam de desafios, que gostam de se desafiar e estão preparados para qualquer tipo de desafio”, destacou Lívia Alves, coordenadora das turmas de Olimpíadas do CEV.

O estudante Naue afirma que o acompanhamento recebido tem ajudado durante a preparação.

“Vem sendo um semestre muito ativo para mim, porque eu percebi que a gente tem que focar muito para a gente ter um bom futuro e ter uma boa nota nos vestibulares para que a gente consiga ter um bom sustento no futuro”, afirmou.

A psicóloga Marcelani Vieira também destacou a importância de desenvolver atividades coletivas voltadas à convivência entre os estudantes.

“Dentro dessa unidade, a gente busca sempre pautar o nosso trabalho, tanto no coletivo, quanto no individual, quando é necessário. Então, dentro da nossa atuação, a gente busca estar todos os meses trabalhando no coletivo. Então, a gente sempre tem um olhar voltado para temas específicos, seja eles trabalhar o respeito dentro da comunidade escolar, a empatia, as habilidades sociais, a resolução de conflitos. Porque a gente acredita que todos esses temas, eles englobam, eles na totalidade como ser humano. O nosso setor está sempre disponível para acolher o aluno na sua individualidade”, finalizou.

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