PSD TEM MAIS GOVERNADORES EM 2026; CONFIRA O PARTIDO QUE COMANDA CADA ESTADO.
O mapa político dos governos estaduais brasileiros apresenta, em setembro de 2026, uma configuração diferente daquela formada após as eleições de 2022. Levantamento divulgado pelo Brasil Em Mapas, com dados atribuídos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta o PSD como a legenda com o maior número de governos entre os 26 estados e o Distrito Federal.
Segundo o levantamento, o PSD aparece à frente com seis unidades da Federação. O MDB ocupa cinco governos, enquanto PT, Progressistas (PP) e Republicanos aparecem com quatro cada. União Brasil tem dois governos, o PL aparece com um e uma unidade é considerada sem partido no recorte utilizado.
A distribuição apresentada é:
PSD: 6 UFs
MDB: 5 UFs
PT: 4 UFs
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PP: 4 UFs
Republicanos: 4 UFs
União Brasil: 2 UFs
PL: 1 UF
Sem partido: 1 UF
Onde cada legenda está no mapa
O levantamento distribui os governos estaduais da seguinte maneira:
PSD: Acre, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe e Pernambuco.
MDB: Pará, Maranhão, Alagoas, Goiás e Espírito Santo.
PT: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia.
PP: Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraíba.
Republicanos: Roraima, Tocantins, Distrito Federal e São Paulo.
União Brasil: Amazonas e Amapá.
PL: Santa Catarina, considerada no levantamento a partir do exercício interino de Marilisa Boehm.
Sem partido: Rio de Janeiro, conforme o recorte adotado pelo levantamento.
Diferenças entre as regiões
A distribuição partidária não é uniforme entre as regiões brasileiras. No Nordeste, por exemplo, o PT concentra quatro governos, enquanto MDB, PSD e PP também aparecem no comando de estados da região.
No Norte, os governos estão divididos entre União Brasil, Republicanos, MDB, PP e PSD. Amazonas e Amapá são administrados pelo União Brasil; Roraima e Tocantins, pelo Republicanos; Pará, pelo MDB; Rondônia, pelo PP; e Acre, pelo PSD.
No Centro-Oeste, o levantamento aponta governos do Republicanos no Distrito Federal, MDB em Goiás e PP em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Já no Sudeste, São Paulo aparece sob o Republicanos, Minas Gerais sob o PSD e Espírito Santo sob o MDB. O Rio de Janeiro é tratado separadamente no levantamento por causa da situação administrativa considerada no momento da análise.
Na Região Sul, o PSD aparece no Paraná e no Rio Grande do Sul, enquanto Santa Catarina está associada ao PL no recorte apresentado.
Classificação política utiliza diferentes critérios
Além de contabilizar os partidos que ocupam os governos estaduais, o Brasil Em Mapas criou uma metodologia própria para tentar contextualizar o posicionamento político das administrações.
A proposta não se limita à sigla partidária. O levantamento combina três referências: uma classificação acadêmica dos partidos, o comportamento das bancadas em votações no Congresso e o posicionamento público dos governadores.
A referência acadêmica utilizada é o estudo de Bruno Bolognesi, Ednaldo Ribeiro e Adriano Codato, publicado em 2023. O trabalho foi elaborado a partir de um survey realizado com cientistas políticos e buscou posicionar os partidos brasileiros em uma escala ideológica.
O segundo critério considera o comportamento legislativo dos partidos em três votações selecionadas pelo levantamento: a PEC da Blindagem, o PL da Anistia e o PL da Dosimetria. A média de alinhamento apresentada no material é de 98% para o PL, 95% para o Republicanos, 91% para o PP, 90% para o União Brasil, 75% para o MDB, 64% para o PSD e 6% para o PT.
O terceiro componente leva em conta manifestações públicas e articulações políticas dos governadores. Entram nessa análise declarações, alianças, apoios eleitorais e a relação mantida pelos governos estaduais com o governo federal.
Um retrato do cenário estadual
A partir da combinação desses critérios, o levantamento enquadra as unidades da Federação nas categorias Direita, Centro-Direita, Centro-Esquerda e Esquerda. A classificação é uma metodologia específica do Brasil Em Mapas e não corresponde a uma categorização oficial do TSE.
De acordo com o levantamento, 17 unidades da Federação são classificadas nos campos de Direita ou Centro-Direita, enquanto nove aparecem em posições de Esquerda ou Centro-Esquerda. Uma unidade é apresentada separadamente por estar em situação administrativa sem filiação partidária definida.
O resultado mostra que o controle dos governos estaduais não se resume a uma divisão nacional entre dois grandes blocos. Partidos como PSD, MDB, União Brasil e PP ocupam diferentes posições nas alianças estaduais, refletindo a diversidade das disputas políticas em cada região.
Assim, o mapa de 2026 representa não apenas a quantidade de governos conquistados por cada legenda, mas também as mudanças partidárias, sucessões e alianças que alteraram a composição dos Executivos estaduais desde a eleição de 2022.
PORTAL R10


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