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ALUNOS DA REDE PÚBLICA VOLTARAM ÀS AULAS VIA INTERNET NESTA SEGUNDA-FEIRA


Um novo desafio para o sistema educacional enquanto dura a pandemia da Covid-19.
Por Katya D'Angelles – PORTAL TERESINA DIÁRIO.

A medidas de restrição impostas pela pandemia da Covid-19 está acelerando vários processos no mundo inteiro, na ciência a busca por uma vacina ou tratamento e na Educação o uso das novas tecnologias. O Piauí terá um grande desafio no quesito Educação, já que segundo dados da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílio (Pnad 2018) pelo menos 42,5% das residências não possuem acesso à internet.  É o segundo no ranking em relação a inexistência do acesso do serviço de internet nos domicílios. 
Hoje (13) os alunos da rede pública voltaram as aulas de forma virtual.  A necessidade de aprendizado via internet colocará tanto o preparo técnico dos professores como a estrutura de internet disponível para que os alunos tenham acesso as conteúdo das aulas. 
Segundo a pesquisa estão entre os motivos para não ser ter interne em domicílio o valor do serviço, 2,38%, não há morador que saiba usar 23, 8%, não há interesse em acessar internet 21,5%, não há disponibilidade de serviço na área 18,2%, equipamento eletrônico para acessar a internet é muito caro 8,7%. 
Na rede privada, as dificuldades na rede privada não serão tão grandes, mas ainda assim a carência de conhecimento no uso de novas tecnologias existe. Já na rede pública, além do acesso a internet existe ainda outro problema: muitas crianças e jovens sequer possuem sequer smartphone para acessar internet móvel, muito menos computadores. 
A modernização de um sistema de ensino que vem se arrastando há décadas terá de ser feita em semanas.  De acordo com o secretário de Estado da Educação, Ellen Gera, valerá a criatividade e a inovação dos professores. A Secretaria emitiu portaria criando as diretrizes. “Mas acreditamos que o trabalho coletivo nos ajudará a encontrar a melhor alternativa de cada escola”, afirma o secretário. Uma alternativa será o uso dos grupos de whats app como ferramenta de estudo.
Estratégias 
Mariné Ribeiro, gerente da 13ª GRE, disse que os alunos toda semana terão um roteiro de atividades, com isso devem reservar o horário de estudo. “Eles devem fazer as atividades normalmente, os professores daquelas disciplinas que estão sendo trabalhadas ficarão em casa à disposição do aluno, para que quando o aluno tenha alguma dúvida, o professor possa tirá-la, o aluno pergunta no grupo do WhatsApp e o professor resolve. Assim, o aluno faz a sua atividade e envia para o e-mail do professor. Se o aluno não tiver internet, será combinado uma forma de entrega do material. É importante que os pais estejam atentos e acompanhem as atividades dos seus filhos pois a escola trabalhará até o dia 30 dessa forma e os estudantes serão avaliados com nota e frequência”, comenta a gerente.
A escola deverá reprogramar o Calendário Escolar e elaborar um Plano de Ação Pedagógica com atividades não presenciais/domiciliares, com a indicação de registros, cumprindo as seguintes diretrizes, propor formas de realização de efetivo trabalho escolar, em articulação com as normas e a legislação vigente, na perspectiva de que os professores devem se organizar para planejar atividades a serem trabalhadas com seus alunos de forma remota, pondo-as em prática. O Plano de Ação Pedagógica deve priorizar o desenvolvimento das atividades não presenciais propostas pelos professores de acordo com as orientações da Seduc para atender ao período emergencial.
Um material específico deve ser preparado para cada etapa e modalidade de ensino, com facilidades de execução e compartilhamento, como: vídeo aulas, conteúdos organizados em plataformas virtuais de ensino e aprendizagem, redes sociais e correio eletrônico. Cada escola terá a liberdade de preparar da melhor forma o seu plano.



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