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W. DIAS, REAGE APÓS BOLSONARO DIZER QUE NÃO COMPRARÁ VACINA CHINESA

 

 “Saúde do povo tem que estar em primeiro lugar”

O governador Wellington Dias (PT) reagiu após o presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), dizer que não comprará doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Através das redes sociais, o governador pontuou que o acordo firmado com Ministério da Saúde foi o de comprar vacina produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Instituto Butantan.

Dias também ressaltou que a “saúde do povo tem que estar em primeiro lugar” e disse que a saída da crise econômica instalada no país é a vacina.

“O compromisso assumido ontem, em reunião dos governadores com o Ministro da Saúde, foi de comprar vacina produzida no Brasil, da FIOCRUZ e do Instituto Butantan, produção brasileira. A saúde do povo tem que estar em primeiro lugar! A saída da crise econômica, que permite recuperar empregos e trabalhar soluções para a calamidade social, é a vacina. Compromisso do Ministro Pazuello que selou entendimento com todos os Estados e Municípios. Foi claro, comprar da Fiocruz e Butantan!”, escreveu Wellington Dias.

A parceria entre o laboratório chinês e o Instituto Butantan CoronaVac tem o governo de São Paulo, comandado pelo rival político de Bolsonaro, João Doria (PSDB), como principal fiador no Brasil. A declaração do presidente desautoriza anúncio do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que em reunião com governadores informou que o governo compraria 46 milhões de doses do imunizante.

Bolsonaro e W. Dias (Foto: Montagem/ OitoMeia)

Para fundamentar o posicionamento, Bolsonaro afirmou que não vai firmar acordo por nenhuma vacina não autorizada pela Anvisa e que o povo brasileiro não será “cobaia”. Ainda chamou a CoronaVac de “vacina chinesa de João Doria”.

“Para o meu governo, qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa. O povo brasileiro não será cobaia de ninguém. Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem. Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, disse.

Antes da reunião com governadores, o Ministério da Saúde chegou a enviar um ofício ao Instituto Butatan, datado de segunda-feira (19), para confirmar a intenção de compra das vacinas. “Informo a intenção em adquirir 46 milhões de doses da referida vacina (Vacina Butatan – Sinovac/Covid-19)”, diz o documento assinado por Pazuello. “Ao preço estimado de US$ 10,30 (dez dólares e trinta centavos) por dose, seguindo as especificações da vacina e o respectivo cronograma de entrega.” No fim da manhã de hoje, Bolsonaro disse que mandou cancelar o protocolo de intenções. “Não abro mão da minha autoridade”, afirmou o presidente.

Fonte: Oito Meia

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